Avejão

 

                     GUARDIÃO DO ESPAÇO NATIVO,

                     QUE A MÃE NATUREZA EMPRESTA.

                     ENCONTRO SEMPRE UM MOTIVO

          PARA CONSERVAR O QUE RESTA,

         NESTES PAGOS AONDE EU VIVO,

          TEATINO NENHUM  ME MOLESTA.

 

ME CRIEI  COM A BRISA PAMPEANA,

VENDO TUDO CRESCER AO  MEU LADO.

AVEJÃO DE  ESTAMPA  ARAGANA,

NUNCA FUI NEM ME FIZ DE ROGADO.

O FUTURO É UM PRESENTE  BUERANA,

QUE O TEMPO TRANFORMA EM PASSADO.

 

APRENDI  A  FALAR COM O VENTO,

E SENTIR O CHEIRO DO SOM.

SOU FILHO DA TERRA E SUSTENTO,

FOI DEUS QUE ME  DEU  ESSE DOM.

FAÇO DA ETERNIDADE UM MOMENTO

E AS CORES PERDEREM  O TOM.

 

AONDE VOU EU CARREGO COMIGO,

TUDO O QUE CADA UM QUESER TER.

ENTREGAR TEU DESEJO EU CONSIGO,

MAS AINDA TERÁS QUE APRENDER.

CADA UM  ALCANÇARÁ SEU ABRIGO,

SE ASSIM FIZER POR MECRECER.

 

COM A MÃE  NATUREZA  CONVERSO,

E ENTENDO SUAS LAMENTAÇÕES.

BUSCAREI  PARECER NO UNIVERSO,

ENTREGAREI TODAS AS SUAS LIÇÕES.

ANDEJANDO VOU URDINO  ESTE  VERSO,

ENTREGANDO  CONSELHOS E  CANÇÕES.

 

SEMPRE VEJO O RAIO ONDE CAI,

ESCUTO SUA VOZ EM ESTRONDO.

O UNIVERSO DO SEU RUMO NÃO SAI,

TODAS PERDAS VÃO SE RECOMPONDO.

CAMINHANDO SEM SABER AONDE VAI,

NA PENUMBRA DO TEMPO ME ESCONDO.

 

OS QUE OUVEM A VOZ DO INFINITO,

RECITANDO CANÇÕES AO FUTURO.

NÃO ESCUTAM O CLAMOR DO CONFLITO,

SUGERINDO UM CAMINHO ESCURO.

O HORIZONTE  DÁ O RUMO BEM-DITO

A QUEM  PROCURA   DESTINO  SEGURO.

 

 

CRESCENTE DE  JANEIRO DE 2006

CALTARS –  “TO”

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