CAPA RURAL

O PONCHO USADO NO PAMPA,
DE COR AZUL OU CINZENTA.
COM BAETA RETOVADA,
NESTE ESTILO SE ESTAMPA.
CIRCULAR COMO UMA TAMPA,
COM  UMA ABERTURA CENTRO.
O USUÁRIO FICA POR DENTRO,
COM MOVIMENTO RESTRITO.
NÃO É PRÁTICO NEM BONITO,
CAUSANDO PEJO EM ENCONTROS.

A CAPA EVOLUIU DO PONCHO,
PROTEGENDO DO FRIO E DA CHUVA.
ADAPTOU-SE COMO UMA LUVA,
POR SER ABRIGO MENOS TRONCHO.
PARA O CAMPEIRO TAMBÉM É CONCHO,
POIS TEM ABERTURA E DUAS MANGAS.
REDONDA E ABERTA NA FRENTE,
IMPERMEÁVEL E CONVINCENTE.
PARA O USUÁRIO A CAVALO,
ERA MAIS DO QUE PRUDENTE.

PROTEGE O VIAJANTE E A ENCILHA,
DO FRIO DO VENTO E DA CHUVA.
ANDANDO NO LIMPO OU NA BUVA,
ABRIGO NÃO É ARMADILHA.
DO PONCHO PODE SER FILHA,
COM MUITO MAIS PRATICIDADE.
O USUÁRIO FICA A VONTADE,
PARA QUELQUER MANUSEIO.
TANTO NA LIDA COMO Á PASSEIO,
O USUÁRIO TEM MAIS AGILIDADE.

CRIADA POR NETO DE IMIGRANTE,
APERFEIÇOANDO O QUE EXISTIA.
A. J. RENNER SÓ PRETENDIA,
DAR MAIS ALENTO AO ANDANTE.
PARA OS RURAIS FOI FIGURANTE,
APERFEIÇOANDO NOSSO ABRIGO.
O PONCHO ERA MUITO  ANTIGO,
E RESTRINGIA OS MOVIMENTOS.
A CAPA RURAL TROUXE ALENTO,
E MELHOROU MUITO O ARTIGO.

O PONCHO FOI  APRIMORADO,
COM MAIS TRÊS ABERTURAS.
DEU-LHE CONDIÇÕES SEGURAS,
UISANDO-O ABERTO OU FECHADO.
UM FRONTAL E UM DE CADA LADO,
FACILITANDO OS MOVIMENTOS.
O CRIADOR USOU SEU TALENTO,
O PONCHO FOI PARA O FOLCLORE.
OS QUE SABEM  QUE COMEMORE,
ESSE AJUSTE DE FUNDAMENTO.

ASSIM SURGIU A CAPA RENNER,
BEM MAIS TARDE CAPA RURAL.
CHEGOU PARA DAR UM SINAL,
QUE NÃO FEZ PÓDE FAZER.
A ESSÊNCIA NÃO DEVE PERDER,
NEM COM REZA DE BENZEDEIRA.
APERFEIÇOAMENTO DE PRIMEIRA,
QUE SURGE NA TERRA FARRAPA.
O PONCHO  EVOLUIU PARA A CAPA
E A TÉRMICA DESBANCOU A CHALEIRA.

 

CRESCENTE DE FEVEREIRO DE 2017.
CALTARS – “TO”.

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