E U F E M I S M O

 

 

 

                                       A história  registra que em todas as épocas, houveram confrarias, associações e tantas outras instituições dessa ordem, procurando desenvolver as mais diversas  atividades. Observa-se que os representantes dessas instituições fundamentavam-se em propostas lídimas, demonstrando conhecimento, autenticidade e competência  sobre o tema oferecido. Atualmente, determinadas pessoas tentam e, algumas vezes, até conseguem impingir suas apócrifas informações ou procedimentos.  Refiro-me a comentários e procedimentos de alguns “artistas” da nossa Querência, que insistem na chalaça de que nativismo é evolução, que é o procedimento descompromissado com o regional e o tradicional. O raciocínio é lógico e o óbvio não se discute. Nativismo, vem de nativo, de nato ( Do lat. natu), nascido. Que é de nascença. Que é do lugar, que é daqui.  Em sendo daqui e, aqui é Rio Grande do Sul,  então somos nativistas gaúchos. Sendo nativistas gaúchos, somos comprometidos com o regionalismo  que surgiu no Brasil com José de Alencar, autor  das obras:  O Sertanejo, O Gaúcho, e outras. Portanto, nativismo  é uma corrente artística que referencia e se completa com temas regionais.   É a essência do nato, é a raiz do nosso, do que nasceu neste lugar. O tradicionalismo é ideologia, é o amor a tradição ou usos e costumes. Estes  conceitos são inilidíveis. Poderão ser interpretados  de várias maneiras, porém, não devem  calcorgar para uma atividade diversa ou alheia a sua proposta. Refiro-me aos “nativistas do Rio Grande do Sul”, especialmente a geração  ‘Tchê”. Saibam que este “tchê”, é a pronúncia, porque a grafia do termo valenciano usado nas plagas levantinas é  “che”, que veio somar-se a outros que se aculturaram no vernáculo pátrio.  Se esta iluminada safra de nativistas gaúchos, ainda não conseguiu grafar corretamente, o termo que ora funciona como vocativo,  ora como interjeição,  acreditamos ter chegado o momento de tomarmos mais gosto pela nossa cultura, solidificando os valores que nos cercam, caso contrário, estaremos “gastando sabonete em testa de burro”. Criatividade e fato folclórico nascente são fenômenos sociais que não se afeiçoam ao nativista. Somos de opinião de que, cada pessoa ou grupo de pessoas atuem no tipo de atividade que lhes convier. Podem ser nativistas de onde bem entenderem e desenvolverem o trabalho que  mais lhes agradar. Agora, se qualificar o nativo como sendo do Rio Grande do Sul, então com todo o respeito que  merecem,  devem, sim senhor, submeter-se ás normas que embasam e orientam o tradicionalismo, porque ninguém é tradicionalista, sem antes ser .nativista.

CRESCENTE DE MAIO DE 2008

CALTARS – “TO”.

                                              

                           

 

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