Hodiernamente

 

O TEMPO GALOPA  BUSCANDO O INFINITO,

HUMANOS ASTUTOS DISFARÇAM AÇÕES.

EMBASAM PRINCIPIOS E  PSEUDAS  RAZÕES,

E O COSTUME DO PAGO ENFRETA CONFLITO.

A INDRÔMINA MODA  ELE SUPORTA  SOLITO,

E APONTA O RUMO DA CULTURA NATIVA.

RECOMENDA  LEITURA  SUA VASTA MISSIVA,

AUTÊNTICO PRINCÍPIO,  COSTUMES DO  PAMPA.

O ONTEM DE HOJE REVELA SUA ESTAMPA,

NO PERFIL APURADO DO CANTO BIRIVA.

 

   IDENTIDADE  PERENE COM SABOR APURADO,

PERLUSTRANDO COSTUMES DO MUNDO ATIVO.

COMPARANDO  OS VALORES DO CULTO NATIVO,

DÁ TEMPERA AO CARÁTER LUZENTE  E FORMADO.

INGREDIENTE SADIO SOLIDIFICOU RESULTADO,

DO TIPO ECLÉTICO DE CULTURA INCIPIENTE.

ATAVISMO QUE FICA EM CADA DESCENDENTE,

COM A MARCA SUBLIME DA NAÇÃO GUARANI.

OS ASTROS BAILANDO COMTEMPLAM YACI,

COM REVERÊNCIA GLOBAL E GESTO SILENTE.

 

CONCEITOS IMPORTADOS  DE TERRAS  DISTANTES,

AGRIDEM O PAMPA  COM PROPOSTAS DANINHAS.

MODIFICAMOS  VALORES DA ESCALA QUE TINHA,

O NOSSO SUTAQUE A  IDENTIDADE E O SEMBLATE.

INFORMAÇÕES DO UNIVERSO  A MIDIA  GARANTE ,

E SUGERE  IGUALDADE PARA  TODAS AS  AÇÕES.

OS TERMOS E OS  RITIMOS DE OUTRAS CANÇÕES,

FRAGILIZAM O CIVISMO DA JUVENTUDE IMATURA.

POIS A LÍNGUA E A PILCHA SOLIDIFICA A CULTURA,

QUE  MANTEM SEMPRE VIVA  NOSSA TRADIÇÕES.

 

A LIDA DO CAMPO ACOMPANHA O PROGRESSO ,

QUE AVANÇA INSENSATO SEM MEDIR  ILAÇÃO.

OS COSTUMES DE ANTANHO  FAZEM TRADIÇÃO,

E A CULTURA DO PAGO REGISTRA  SUCESSO.

O URBANISMO  SELVAGEM IMPEDE O REGRESSO,

DE QUEM  CHEGOU,  SEM SABER PORQUE VEIO.

SEM OFÍCIO  ADEQUADO  AO INCÓGNITO RODEIO,

É MAIS UM TEATINO VAGANDO NO MUNDO URBANO.

O CUSTO DE VIDA   PALANQUEIA O ARAGANO,

E A CHANGA DO DIA É SEU ÚNICO MEIO.

 

 

OLHANDO O CAMINHO QUE INDICAVA  BELEZA,

CONFORTO E RIQUEZA AO EGRESSO RURAL.

O QUE TEM POUCO VALE E O PRAZO É FATAL,

A NOVA QUERÊNCIA LHE  ACENA GRANDEZA.

A OPULÊNCIA CITADINA DISSIMULA AVAREZA,

ALIENA OS SEUS BENS E SE INSTALA NO “POVO”.

CONSTUMES ESDRÚXULOS SUGEREM O NOVO,

A CARÊNCIA DEMONSTRA A ILUSÃO PROMETIDA.

NECESSIDADES APORTAM SEM NENHUMA SAÍDA,

E O TAURA “SE AXICA” POR NÃO TER MAIS RETOVO.

 

                O ESTRANHO CONFLITO SUGERE MEDIDAS,

                QUE COMPENSEM O DANO DO SONHO FALAZ.

                RETORNAR AS ORIGENS É O PLANO QUE FAZ,

                SEM APOIO REAL FICAM MÃOS ESTENDIDAS.

             O TESOURO E A LUZ  DAS LARGAS AVENIDAS,

                FORAM  CELERES MIRAGENS DA SENDA REAL.

                NÃO CONSEGUE  SUCESSO NA LIDA INFORMAL,

                A MÁQUINA RESTRINGE LHE TEMPO E O ESPAÇO.

                CERÊNCIAS PALPITAM NO MESMO COMPASSO,

                APRISIONA O MONARCA NO PRÓPRIO CURRAL.

 

 

ALIENADO AO CONTEXTO  POR  ALHEIAS RAZÕES,

ACLIMATA  OS HÁBITOS QUE CULTUAVA NA ORIGEM.

O BRILHO DO SOL SE TRANSFORMA  EM CALIGEM,

EMPENUMBRANDO  O FULGOR DE TODOS RINCÕES.

A  TÊNUE  ESPERANÇA  REPOUSA EM GRILHÕES,

SEM A MÍNIMA CHANCE  DE COMVIVER NA CIDADE.

A TROPA DO TEMPO CONSUMIU A PROPRIEDADE,

E SENTENCIOU O CAMPÔNIO A VIVER DE QUIMERA.

O AMANHÃ DO HORIZONTE É O QUE TANTO ESPERA,

MAS ESTE NÃO CHEGA – FICOU SÓ NA SAUDADE.

 

                CHEIA DE OUTUBRO DE 2008

CALTARS – “TO”

 

 

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