CARTA DE PRINCÍPIOS DO MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO

 

 

O Movimento Tradicionalista do Rio Grande do Sul, teve seu início assentado na fundação do “35” Centro de Tradições Gaúchas, em 24 de abril de 1948 na cidade de Porto Alegre.  Grande parte dos estudantes dos colégios Julio de Castilhos e do Rosário procediam do interior do Estado, o que motivou a instalação de delegados do “35” CTG nos diversos municípios do interior. Os delegados divulgaram a idéia e os adeptos passaram a criar  centros de tradições gaúchas por todos os rincões da querência. O enorme número de instituições tradicionalistas exigiu um órgão coordenador para que não fosse desvirtuada a mensagem tradicionalista. Passaram a realizar congressos tradicionalistas. O primeiro foi realizado de 01 a 04 de julho de 1954,  no CTG Ponche Verde em Santa Maria.  De 17 a 20 de dezembro de 1959, realiza-se em Cachoeira do Sul o 6a. Congresso Tradicionalista, o qual cria o Conselho Coordenador do Tradicionalismo Gaúcho. O 7o. Congresso Tradicionalista realizou-se em Santo Ângelo de 20 a 23 de outubro de 1960 no CTG 20 de Setembro oportunidade que Glaucus Saraiva da Fonseca propõe que se crie uma diretriz para o  Tradicionalismo. O CTG Fogão Gaúcho de Taquara foi o anfitrião do 8o. Congresso Tradicionalista que se realizou de 20 a 23 de julho de 1961. Este Congresso aprovou a Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho que muitos que se dizem tradicionalista, por incrível que pareça não a conhecem, ou . . . por conveniência não a cumprem. A nossa Carta de Princípios está normatizando o Movimento Tradicionalista do Rio Grande do Sul desde essa época. É constituída de vinte e nove itens, hoje é clausula pétrea do Estatuto do MTG/RS por determinação dos congressistas que participaram do 44o. Congresso Tradicionalista realizado no CTG, Lalau Miranda em Passo Fundo de 07 a 10 de  janeiro de 1999 e fixa os seguintes objetivos: I    Auxiliar o Estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo. II   Cultuar e difundir nossa História, nossa formação  social,  nosso  Folclore,  enfim,  nossa Tradição, como  sustentáculo basilar da nacionalidade. III – Promover, no meio do nosso povo, uma retomada de consciência dos valores morais do gaúcho. IV – Facilitar o cooperar com a evolução e o progresso, buscando a  harmonia social, criando a consciência do valor coletivo combatendo o enfraquecimento da cultura comum e a desagregação que daí resulta.V  – Criar barreiras aos fatores e idéias que nos vem pelos  veículos normais  de propaganda  e  que  sejam  diametralmente   opostos ou antagônicos aos costumes e pendores naturais do nosso povo. VI – Preservar o nosso  patrimônio  sociológico  representado,  principalmente,  pelo  linguajar,   vestimenta,  arte culinária, formas de lides e artes populares. VII –  Fazer de cada CTG um  núcleo transmissor da herança  social e através da  prática  e  divulgação, dos  hábitos  locais, noção de valores, princípios morais, reações emocionais etc.; criar em nossos grupos  sociais  uma  unidade  psicológica, com  modos de agir e pensar coletivamente,  valorizando e ajustando  o  homem  ao  meio,  para a  reação  em  conjunto frente aos problemas comuns. VIII – Estimular e incentivar o processo aculturativo do elemento imigrante e seus descendentes. IX – Lutar pelos direitos humanos de Liberdade, Igualdade e Humanidade. X   Respeitar e fazer  respeitar seus postulados iniciais, que tem como  característica  essencial a  absoluta  independência de sectarismos político, religioso e racial. XI – Acatar e respeitar as leis e os poderes públicos legalmente constituídos, enquanto se  mantiverem dentro dos princípios do regime democrático vigente. XII – Evitar todas as formas de vaidade e personalismo que buscam   no  Movimento  Tradicionalista  veículo  para   projeção em proveito próprio. XIII – Evitar toda e qualquer manifestação individual ou coletiva, movida por interesses  subterrâneos de  natureza  política,  religiosa ou financeira. XIV – Evitar atitudes pessoais ou coletivas que deslustrem e venham em detrimento dos princípios da formação moral do gaúcho. XV – Evitar que núcleos tradicionalistas adotem nomes de pessoas vivas. XVI – Repudiar todas as manifestações e formas negativas de exploração direta ou indireta do Movimento Tradicionalista. XVII – Prestigiar e estimular quaisquer iniciativa que,  sincera e honestamente queiram perseguir objetivos  correlatos com os do  tradicionalismo. XVIII – Incentivar, em todas as formas de divulgação e propaganda, o uso sadio dos autênticos motivos regionais. XIX  – Influir na literatura, artes clássicas e populares e outras formadas de expressão espiritual de nossa  gente, no  sentido  de que se voltem para os temas nativistas. XX – Zelar pela pureza e fidelidade dos nossos  costumes  autênticos, combatendo todas  as   manifestações individuais  ou  coletivas, que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais. XXI – Estimular e amparar as células que fazem parte de seu organismo social. XXII – Procurar penetrar e atuar nas instituições públicas e privadas, principalmente nos colégios  e  no  seio do povo,  buscando conquistar para o Movimento Tradicionalista Gaúcho a  boa vontade  e  a  participação  dos  representantes  de todas as classes e profissões dignas. XXIII – Comemorar e respeitar as datas, efemérides e vultos nacionais e, particularmente o dia 20  de  setembro  como  data máxima do Rio Grande do Sul. XXIV – Lutar para que seja instituído, oficialmente, o Dia do Gaúcho, em paridade de  condições  com  o  Dia  do  Colono e   outros “Dias” respeitados publicamente. XXV – Pugnar pela independência psicológica  e ideológica do nosso povo. XXVI – Revalidar e reafirmar os valores fundamentais da nossa formação, apontando  às  novas  gerações  rumos  definidos de cultura, civismo e nacionalidade. XXVII – Procurar o despertamento da consciência para o espírito cívico de unidade e amor à Pátria. XXIII  – Pugnar pela fraternidade e maior aproximação dos povos americanos. XIX   Buscar, finalmente, a conquista de um estágio de força social que lhe dê ressonância nos Poderes Públicos e no nosso Estado, rumando, fortalecido, para o campo e homem rural, suas raízes primordiais, cumprindo, assim, sua alta  destinação histórica em nossa Pátria. Estes Objetivos formam a base de sustentação do nosso Movimento.

CHEIA DE AGOSTO DE 2004

CALTARS – “TO”

 

 

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